É raro que eu venha até o incêndio para apenas postar um link, mas está aí um texto RARO, sobre um assunto cada vez mais carente de discussão, mas infelizmente ignorado por MUITA gente. Aka.:
Como expulsar drogados, mendigos e outros estorvos
(via shared do thiago)
26.6.09
23.6.09
Coluna invertebrada
Mais uma interessante posição sobre a cassação do diploma de jornalista para o exercício da profissão, medida tomada pelo STF na semana passada. Desta vez, trago para o debate dois pequenos textos do humorista Danilo Gentili.
Faísca de Marcelo de Freitas postada às 13:38 4 post-scriptum's
18.6.09
Profissão popular
Na tarde de ontem, 17, o órgão máximo do judiciário brasileiro - STF - decidiu que aos profissionais que exercem a profissão de jornalista no Brasil não mais será exigido o diploma de conclusão de curso superior.
A discussão, que se estende desde 2001, com o pedido do Ministério Público Federal e do Sindicato das empresas de rádio e tv, é extensa e cheia de argumentos, tanto a favor da decisão do supremo quanto contra.
O ministro Gilmar Mendes, relator do acórdão, a meu ver, se equivocou na escolha dos argumentos ao comparar o profissional do jornalismo com o chefe de cozinha. “Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área”, disse.Não satisfeito, Gilmar (que apareceu mais na mídia nacional neste ano pelos habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas e no bate boca com o ministro Joaquim Barbosa do que pelas suas decisões), ressaltou que a profissão de jornalista não causa perigo à sociedade como a de médico ou engenheiro e que o diploma fere a Constituição Federal e priva o cidadão da liberdade de expressão.
Por um lado, a decisão é acertada (a meu ver, repito), visto que as faculdades que exploram essa habilitação terão mais o que se preocupar em debates, práticas para se diferenciar no mercado, não será apenas um canudo, ou qualquer abstração, que justificará a "credibilidade e imparcialidade", mas sua conduta, seu trabalho e sua capacidade, enfim; sua prática. Navegando no twitter esta manhã encontrei um texto que pode abrir mais essa discussão.
Em conversas antigas com amigos e professores de faculdade este assunto também tinha repercussão. O jornalismo também é arte - a arte de contar histórias - simplesmente. Fazer do uso das palavras algo informativo não é padronizar, deixar duro, imóvel um texto; pelo contrário, é entreter, se fazer entender, contar uma bela história. Lembro-me bem do que dizia quando questionado sobre o assunto. "Não sei se precisaria do diploma pra pensar e escrever como faço hoje, mas, com certeza, sem o curso não estaria me perguntando isso agora", dizia.
Se as faculdades de comunicação continuarem vivas e se adaptando, ensinando cada vez melhor, acho que a profissão deve ganhar muito com os profissionais formados, com o diferencial de um completo estudo.
Por outro lado, dizer que a profissão de jornalista não traz perigo à sociedade como outras é perigoso. Temos vários casos aéticos que estouraram no Brasil (como o do apresentador Gugu Liberato ao forjar entrevista com traficantes ou o mais conhecido de todos - da escola de base - que foi capa das principais revistas do país com a acusação de estupro a crianças e causou grande comoção nacional).Claro que um canudo ao fim de um período de estudos não é garantia ética de exercício idôneo de nenhuma profissão, mas é muito perigoso escancarar as redações aos que sabem escrever. Gramáticos, poetas, engenheiros, enfim...
Para este lado a discussão segue em outro texto muito bem escrito e argumentado.
Ainda não sei qual das duas correntes eu sigo, mas sempre debati com todos os meus amigos da necessidade de mudanças (o incêndio nasceu de um desses debates né, Pablo) e essa é uma mudança radical que ainda será motivo de muita argumentação.
Faísca de Marcelo de Freitas postada às 13:19 2 post-scriptum's
3.6.09
controle
Na quinta-feira, 28/5, no período da manhã, foi realizado na PUC-SP o Seminário Mídia e Liberdade de Expressão, organizado pela TV Globo e a direção da universidade por fora das instancias do curso de jornalismo, o Departamento e o Centro Acadêmico, dentro de uma lógica de disputa de espaço dentro da universidade, alem da política da Globo de se inserir dentro das escolas de comunicação.
Alguns estudantes que portavam cartazes foram retirados de dentro do auditório por funcionários da empresa de segurança Graber, a mando da assessoria de relações púbicas da TV Globo, por portarem alguns cartazes e faixas.
(...) Por mais de 70 minutos, Ali Kamel fez um monólogo respondendo ao nosso panfleto, chegando a dizer que nossa postura era um exemplo de controle social existente na democracia que evidencia a importância da Globo para a sociedade, e dizendo que a empresa teve erros sim no passado, todos humanos e cometidos por pessoas isoladas.
(via email em lista de discussão, texto de Valério Paiva)
Não vou aqui discordar, em toda minha insignificância enquanto mero blogueiro, da importância de uma rede de comunicações tão íntegra como a Globo para a manutenção da democracia. Não.
Só perdi a parte de quando e como uma manifestação popular passou a ser "um exemplo de controle social", e de quando e como o ato de barrar essas mesmas manifestações se tornou um ato em prol do assim convencionalmente chamado "poder de todos".
Mas o que me preocupa mesmo é pensar que alguns alunos devem ter caído nesse papo, que afinal vem do DIRETOR DE JORNALISMO DA GLOBO, oras bolas!, um homem renomado e respeitado e rico, e que vão reproduzir suas ações sem questionar ou titubear.
Faísca de Pablo postada às 14:08 2 post-scriptum's
15.5.09
de meios e champanhe
Entendo, concordo até, que os fins justifiquem os meios. Que para mudar as coisas, devemos partir de dentro do que está errado, "usar as mesmas armas", "conhecer o território inimigo"...
Respeito quando bandas como O Rappa cantavam "não me deixe sentar na poltrona em dia de domingo, procurando novas drogas de aluguel nesse vídeo coagido" em pleno Domingão do Faustão, ou os Titãs com "não importa a contradição que conte a televisão, dizem que não há nada que você não se acostume, cala a boca e aumenta o volume então", ou o Raul Seixas, ou o Cazuza, ou o Legião... (Não que eu goste: respeito.) Difícil negar que essas bandas pop não tenham evoluído em nada a mente da juventude brasileira nos anos 80 e 90.
Mas quando eu começo a levar essa reflexão mais à frente, não consigo deixar de pensar em outros exemplos, como quando o Caetano vendeu os direitos de Soy Loco Por Ti America, ou quando a Globo taxa "A Imprensa" de sensacionalista, ou quando o comunismo passou a ser vendido em camisetas, sei lá, da Nike. Aí que eu volto a me questionar se somos nós que estamos usando as armas do inimigo, ou o contrário. Se essas [aparentes] contradições realmente fortalecem um ideal revolucionário, ou se banalizam.
Ingenuidade pensar que os corporativistas (e a fins) não percebem o espaço que estão dando para quem os critica. Eles sabem que aquela letra de música está falando mal de suas próprias atitudes, e bem provavelmente gozam disso com seu champanhe caro na cobertura da mansão.
Tenho a impressão de que sim, banaliza. Não seria o caso de criar (e manter) seus próprios meios, fabricar suas próprias armas, artesanais, mas com um conteúdo que realmente exploda a mente das pessoas? Ou manter a dança lenta?
Sou mais uma roda de pogo.
(Claro que os dois casos são válidos e igualmente importantes pro andamento das coisas, mas a questão é direcionada para a ação individual, minha, sua, não social.)
Faísca de Pablo postada às 17:05 1 post-scriptum's
14.4.09
Evento discute mídia social!

O Social Media Brasil é o primeiro congresso que irá discutir mídia social e as suas maneiras de retransmissão. Segue ai uma melhor explicação do que vai acontecer:
"O foco principal do evento está na geração de conhecimento sobre táticas para redes sociais e na importância de mensurar e buscar resultados efetivos para os clientes. Não é um evento de nível básico, onde serão definidos assuntos como “O que é social media?”. É importante que o participante conheça, pelo menos, os fundamentos desta área e, mais importante, que o interessado atue direta ou indiretamente na criação de estratégias. Este é um evento feito para quem coloca a mão na massa em agências, portais, clientes finais e empresas engajadas na mídia social. Portanto, o foco está mais voltado ao operacional e tático.
Serão mais de 14 palestras e painéis num total, onde atuarão mais de 20 profissionais da área de mídias sociais do Brasil. Em seus dois dias, o evento promete focar no conteúdo exclusivo e relevante em primeiro lugar, através das discussões e da experiência de todos os profissionais envolvidos no evento.
Você Sabe Realmente Trabalhar Com Social Media?
- Conhece todas as principais redes sociais e quais os números que podem ser mensurados nestas?
- Já pensou em como os widgets estão revolucionando as redes sociais?
- Sabe criar estratégias e alinhá-las com as outras agências envolvidas no projeto?
- Sabe quando deve ser usada a busca orgânica (SEO) e links patrocinados (SEM) em conjunto com rede sociais no mesmo projeto?
- Sabe quais redes sociais serão boas futuramente para ir trabalhando desde hoje?
- Sabe buscar o conceito perfeito e ter o cuidado com a marca do cliente?
Essas e outras perguntas serão respondidas nos dois dias de evento.
A Quem Se Destina o Evento?
- Especialistas em redes sociais;
- Editores de conteúdo para internet;
- Especialistas em SEO e links patrocinados;
- Profissionais de agências digitais;
- Profissionais de grandes veículos e portais.
Inscreva-se e reserve sua vaga na 1º edição do Social Media Brasil."
Faísca de Kennedy Dias postada às 10:05 0 post-scriptum's
9.3.09
Liberdade
A liberdade humana revela-se na angústia. O homem angustia-se diante de sua condenação à liberdade. O homem só não é livre para não ser livre, está condenado a fazer escolhas e a responsabilidade de suas escolhas é tão opressiva, que surgem escapatórias através das atitudes e paradigmas de má-fé, onde o homem aliena-se de sua própria liberdade, mentindo para si mesmo através de condutas e ideologias que o isentem da responsabilidade sobre as próprias decisões". Jean-Paul Sartre.
Ultimamente está muito difícil definir o que nos torna alienados ou não, dai vem a duvida sobre a nossa liberdade. Se negarmos o mundo e a sociedade do consumo e começarmos a viver o "faça você mesmo" seremos livres em plenitude como sonhamos, ou apenas nos tornaremos dependentes de uma vontade de liberdade com pseudo alcance?
Aliás no momento tudo é muito pseudo, ou se preferirem, é tudo muito QUASE: A vida, o trabalho, o sexo e a sexualidade (rs), as decisões, os contratos, ou seja, tudo o que é acordado pelo homem, com a finalidade geral de o tornar a cada vez mais livre, cai por terra. Tudo tem seu fim, até mesmo a liberdade.
Esperta foi Cecília Meireles ao dizer:
''Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda.''
Portanto proponho, por questão de pseudo liberdade, que alguém continue esse texto.
Faísca de Kennedy Dias postada às 14:29 1 post-scriptum's
2.3.09
Casa nova
... vi a circulação de meu escuro sangue, vi a engrenagem do amor e a modificação da morte, vi o Aleph, de todos os pontos, vi no Aleph a terra, e na terra outra vez o Aleph, e no Aleph a terra, vi meu rosto e minhas vísceras, vi teu rosto e senti vertigem e chorei, porque meus olhos haviam visto esse objeto secreto e conjetural, cujo nome usurpam os homens, mas que nenhum homem olhou: o inconcebível universo.
Senti infinita veneração, infinita lástima.
~ Jorge Luis Borges
Na necessidade de conhecer novos caminhos, decidi criar um blog novo, pessoal, sem nenhum tema ou objetivo específico. Moro agora no condomínio Verbeat, junto de uns putos amigos do caralho.
O endereço: verbeat.org/blogs/aleph
Nos vemos lá ;)
Faísca de Pablo postada às 21:22 0 post-scriptum's
3.2.09
O Site de Legendas Mais Popular do Brasil é Fechado
Sobre fazer tudo errado, pelo camarada Rênmero
Faísca de Pablo postada às 17:07 3 post-scriptum's
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